| União Vegetariana Internacional (IVU) | |
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| A polêmica
do cálcio por Dave Schiller De TVA Lifelines (1996)
As informações mais recentes sobre o cálcio contradizem o conselho muitas vezes repetido de que o aumento da ingestão deste elemento vital é a melhor forma de preservar a massa óssea e reduzir o risco de fraturas e de osteoporose. A indústria de laticínios gosta de promover seus produtos como se fossem a chave para ossos fortes e dentes saudáveis. É melhor aceitar esta idéia com uma pitadinha de sal - ou melhor, transformá-la num prato de folhas verde-escuras cozidas. Não é suficiente consumir apenas mais cálcio. Num artigo do Vegetarian Times de fevereiro, intitulado "Calcium Clash" ("O conflito do cálcio"), a editora-chefe Sharon Bloynd-Peshkin escreve: "as pessoas que consomem mais laticínios estão ingerindo mais cálcio, mas ficam para trás na equação química do cálcio." Segundo o dr. Anthony Sebastian, do Centro de Pesquisa Clínica Geral da Universidade da Califórnia-São Francisco, o alto teor nos laticínios de aminoácidos sulfurados, que aumentam a quantidade de cálcio excretada pelo corpo, é um golpe contra seu papel de fonte de cálcio.
O artigo de Bloyd-Peshkin no Vegetarian Times cita o dr. Sebastian e Mark Hegsted, Ph.D., da Escola de Medicina de Harvard, que se aventura
a cutucar uma vaca sagrada: "Supor que a osteoporose se deve à deficiência de cálcio é
Os governos do Canadá e dos Estados Unidos recomendam a ingestão diária de 800mg de cálcio, o que excede em muito o que a maioria dos outros países aconselha a seus cidadãos. Muitos médicos recomendam às mulheres que consumam de 1.000mg a 1.500mg para evitar a osteoporose. Numa carta escrita ao jornal Toronto Star e publicada em 25 de maio, Harold H. Draper, do Departamento de Biologia Humana e Ciência da Nutrição da Universidade de Guelph, ressalta que estas recomendações podem ter mais relação com uma cultura voltada para o consumo de laticínios do que com
a ciência da saúde. Fora os laticínios, as fontes de cálcio incluem cereais, tofu feito com cálcio, feijões, brócolis, frutas cítricas, couve, repolho, ervilhas, algas, sementes de gergelim, espinafre e folhas de nabo comprido. Os alimentos vegetais em geral são uma fonte rica de bicarbonato de potássio, que aumenta a retenção de cálcio. Segundo Rena Mendelson, professora de nutrição da Universidade Politécnica Ryerson, em Toronto, "uma mulher precisaria beber 2,5 xícaras de leite ou comer de três a cinco xícaras de [vegetais ricos em cálcio]" por dia para suprir "a necessidade diária de cálcio". Ela é citada em "O leite e o tema do cálcio", artigo publicado em 10 de abril no jornal The Globe and Mail, na coluna "The Middle Kingdom", cujo assunto é selecionado pelos leitores.
O artigo do The Globe and Mail e os outros citados aqui são leitura recomendada para todos os que desejam participar do debate sobre o cálcio: qual a melhor maneira de trazer este elemento para dentro do corpo e mantê-lo ali. É terreno fértil para discussão, e continuará assim ainda por um bom tempo. Os fatos podem levar alguns comedores de carne a considerara |
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